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Showing posts from May, 2018

Accelerationism and wages for housework

In my course on Whitehead and Deleuze we're discussing the Anti-Oedipus . Discussing accelerationism (it is hard to read the book without seeing it coming from more or less everywhere) lead us to compare Deleuze and Guattari's emphasis on the limits to schizophrenization that capital has to maintain - it is not a body without organs and the Oedipus separates it from a full schiza - with the idea, that Land (and others) have defended, that capital is the ultimate decoder of flows and therefore that the limits of capital can only be overcome by capital itself. The main issue is then whether the Oedipus - nuclear family-oriented desire, private life, the individual, reproduction placed outside the socius where production and distribution takes place - is really a limit of capitalism (D&G talk about relative limits...). This is the main contention that separates their position from a full-blown capitalist accelerationism (or unconditional accelerationism) that understands that

Salanskis, transparency and the Other

I have been connecting Meillassoux's criticism of the metaphysics of subjectivity (or subjectalism) that takes it to be committed to the absolute character of the correlation with the criticism of the transparency of reality. Under these lights, Harman's outright rejection of transparency (as much as Meillassoux's) would not qualify as a metaphysics of subjectivity for there is a real object that places reality away from what is transparent. On the other hand, I started suspecting that when the bifurcation that Whitehead denounced - the one between experience and nature, between our image of the world built from our experience and what is real - is rejected, one is heading towards assuming reality is transparent and this is enough to lead to a metaphysics of subjectivity. Further, I even suspected that maybe any thorough ontology of events such as Whitehead's - a commitment to the idea that events and not objects and their qualities are the main constituents of everythi

Hoje no Formas da Razão

Totalidade, galáxias e metafísica paradoxal 1. Episódios de medida são ocasiões em que a espontaneidade (de quem mede) e a receptividade (do que fica medido) podem aparecer em fricção. Meço a parede em metros e ela tem exatamente 4 jardas; trata-se de uma parede de 4 jardas apenas se a meço em jardas. Além disso, quando posiciono minha fita métrica nas duas pontas da parede para medir, dependo de se o material da fita é elástico – dependendo do material posso obter o resultado de 10cm. Um instrumento de medida deve ser feito do material apropriado (e Ludwig Wittgenstein, seguindo os passos de Alfred Whitehead em The Concept of Nature, se pergunta em Remarks on the Foundations of Mathematics se não é apropriado a um vendedor de tecido a metro usar um medidor de elástico). O material da medição tem um impacto no resultado. Também as suposições associadas a uma geometria métrica alteram as medições – por exemplo, se endossamos ou não as suposições de uma geometria euclidiana. Henri Poi

Paradoxical-transcendental philosophy

In the first part of the Grammatology, Derrida notes at some point that the ultratranscendental resembles the precritical. In other words, the transcendental recoil could go far enough to reach what is beyond the pale. What is deemed inaccessible for some reason can end up being accesses if we dwell too much on the very reason that precludes access. It is as if the plane where the critique of metaphysics takes place is round and what is beyond the pale can be reached by going backwards without ever crossing the pale. Paradoxico-metaphysics as I conceive it is a way to provide a total view according to which no total view is possible. Indexucalism and the metaphysics of the other - see previous posts here - are convenient examples but surely one can think broadly in terms of how Cogburn analyses Garcia's claim that the universe is never an object. So, the critique of the total view - the metaphyisical effort to explain why a total view is impossible - engages in transcedental ende

O realismo especulativo e a metafísica dos outros

Texto para a chamada da ECOPOS sobre realismo especulativo (primeira versão): O realismo especulativo e a metafísica dos outros 1. O realismo especulativo e a metafísica da subjetividade O realismo especulativo nasceu de um desconforto. Ou, pelo menos de um desconforto percebido. Desconfortos (percebidos), em filosofia, produzem agendas, dão prioridade a certas questões ou maneiras de apresentá-las e apresentam, ou insinuam, uma história, por vezes épica, do tempo recente que passou. O desconforto do realismo especulativo é com um estado de coisas em que a impossibilidade de que possamos ter acesso por pensamento ou conhecimento de alguma coisa para além da nossa correlação com elas – para além do modo como elas se apresentam à nós. Trata-se de um desconforto (percebido) que é facilmente dividido em dois: o desconforto com a falta de tentativas de ultrapassar a correlação e o desconforto com o caráter central atribuído à algo tão demasiado humano como a correlação. Este duplo de